Está faltando futebol!

Salve, Salve, Nação Rubro-Negra!

Ontem pudemos presenciar outra péssima partida jogada pelo Flamengo. Nosso time está a anos-luz de distância do bom futebol jogado. Displicente, dispersivo, fraco emocionalmente. Todos esse adjetivos fazem jus a este time de potencial imenso, mas que vem se apequenando ao longo do campeonato.

Mas você vai me dizer: “Monken, o Flamengo ganhou a partida de ontem”. Sim, lógico. Também adorei o resultado. O RESULTADO! Porque o futebol praticado pelo Flamengo continua péssimo. Como diz o título desta coluna, voltamos a depender exclusivamente das individualidades. Simples assim.

Nosso time não apresenta um esquema tático sólido, nossa defesa é facilmente envolvida por times muito inferiores tecnicamente, pelo menos no papel. Além disso, nosso ataque é totalmente infrutífero. Não consegue furar defesas fracas, de baixo potencial defensivo, e ainda permite a criação de contra-ataques perigosos.

É óbvio que eu sei da linha tênue entre uma defesa sólida e facilmente vazável quando a equipe propõe o jogo e tem a posse de bola, mas há o outro lado da moeda: times que retêm a bola, tendem a errar mais. Isso facilita as equipes ditas “reativas”, pois não precisam criar nada, apenas reagem ao erro adversário; muito mais fácil, não é mesmo?

Ok, o Flamengo não deve espelhar-se nesses times, concordo em 100% com essa afirmação. Haja vista a qualidade e o alto investimento feito pelo clube, esse elenco deveria estar acostumado a sofrer pressões do adversário e a sair delas com mais naturalidade. Isso demanda um toque de bola com margem de acerto igual ou superior a 90%, mas isso não tem acontecido.

Esse fato demonstra uma das falhas da equipe, quiçá do elenco. Sei perfeitamente que há treinamento de passes, onde o campo é reduzido, para que essa troca seja aprimorada, mas algo não está funcionando. Nosso time apresentava-se muito mais sólido defensivamente e quase não errava os passes, mas a coisa está piorando.

Quando da chegada de Rueda, a defesa melhorou sensivelmente, mas não conseguimos ser o time seguro e sólido que tivemos no início do trabalho do Zé Ricardo. Isso demonstra algum elo fraco nessa corrente. O antigo treinador teve seu trabalho piorado ao longo do tempo e agora o colombiano está começando a ter seu posto em cheque por parte a torcida. Que fique claro: não compactuo com a ideia da troca do comandante.

Isso nos mostra que a coisa não é tão simples quanto prevíamos. A simples troca não resultou em melhora, pelo menos neste começo de trabalho. Não podemos precisar e identificar o problema pois não estamos dentro do clube. Só quem convive diariamente no Flamengo pode fazer essa prospecção. E isso deve ser feito pra ontem!

Se continuarmos nessa toada, apresentando esse futebolzinho de várzea, não chegaremos a lugar nenhum. Periga, inclusive, a não conseguirmos a classificação para a Libertadores. E ela deve vir através de vaga direta. Se o acesso for através da Pré-Libertadores, já será um desastre e, se por algum motivo não conseguirmos a classificação, será uma catástrofe.

Por isso devemos mudar muita coisa no Mengão. As individualidade não podem decidir sempre. Ontem fomos salvos pelos dois Diegos. O do gol, salvou-nos em algumas oportunidades (aliás, tem nos salvado frequentemente) e o da linha (que vem mal a algum tempo) marcou o tento do jogo através de um lampejo numa das raras trocas de passe conscientes do time.

Quanto ao goleiro, devo dizer que estamos muito bem servidos, e é isso mesmo que esperamos de um arqueiro desta estirpe: que defenda bolas difíceis. É para isso que eles são contratados. Quanto aos jogadores, algo deve ser feito urgentemente. Nosso técnico pede garra, empenho, algo a mais e, se essa cobrança não for alinhada com todo o departamento de futebol, não fará sentido, não terá efeito.

Que o presidente pare de passar a mão na cabeça dos jogadores, seja mais maleável, menos ditador; que a cobrança passe a fazer parte da rotina do clube, que os jogadores honrem o Manto Sagrado que envergam, que o grupo seja mais unido e respeite a instituição centenária que representam. Que essa turma coloque o Flamengo acima de qualquer ego e passe a respeitar o lema: “Tudo pelo Flamengo e Nada do Flamengo!”.

Se isso não acontecer rapidamente a previsão do nosso amigo Rodrigo Ferreira (o famoso Bigodón) acontecerá: “Enquanto essa diretoria estiver por aí, não ganharemos mais nada!”. Aguardemos o desenrolar do campeonato. Ainda há tempo para percebermos alguma melhora. Que os atletas tenham mais noção do que é Flamengo, ou que alguém com algum discernimento incuta isso de uma vez em suas mentes!

Devemos utilizar o mesmo pensamento que uma empresa privada usa para avaliar seus funcionários: ou o contratado se doa pela empresa, entrega o que se espera dele e rende, ok; se não consegue entregar o mínimo esperado, é dispensado! Muito simples. Flamengo não é casa de caridade, muito menos instituição pública para funcionários burocráticos como alguns jogadores deste elenco se apresentam.

O ócio e o descaso proliferam rápido, como um praga de difícil erradicação. Havemos de ter cuidado, muito cuidado, para que essa peste não contamine todo o elenco e não sobre nada a frutificar. Se isso acontecer, só passando o trator em tudo para reiniciarmos a semeadura, e essa é uma opção cada vez mais tangível. Que o Flamengo seja mais Flamengo! Vai pra cima deles Mengo!!!

O Flamengo simplesmente é!
Saudações rubro-negras a todos!

Fabio Monken
Twitter: @fabio_monken

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