Querida Chape, é hora de esticar um pouco a crise

Determinados encontros são sempre especiais, é verdade. A Chape, que alcançou seu lugar com bravura e tragédia é o nosso próximo adversário. Atuais campeões da Sul-Americana, remendados e dirigidos por um interino. A pergunta que fica é sobre o que devemos esperar.

Reinaldo Rueda leva pra Chapecó aquilo que temos de melhor e em melhor forma técnica. Geuvânio, Mateus Sávio e Rômulo, não fizeram o mínimo para que se escalassem depois das atuações contra o Botafogo. Mancuello fica no Rio, fazendo companhia  a Dario Conca, e Renê me parece poupado.

Particularmente, não sei o que esperar da cabeça de Reinaldo Rueda, mas parece que ele quer a vitória e o time sabe da importância da Sul-Americana. Com o tempo e suas experiências, o novo comandante passa a conhecer seus comandados.

Confesso que minha maior dúvida fica na lateral esquerda, onde não sei se Trauco terá mais uma chance, não vem fazendo bom papel desde a primeira impressão de Rueda e é preciso que consiga se emendar defensivamente junto ao sistema de jogo do Profe.

Numa tendência de força máxima, o momento delicado para a Chape é um prato cheio pra que nos sirva de sparing, mas é fundamental que o Flamengo volte a demonstrar vontade contra um time que anda fragilizado por diversos aspectos.

No reencontro de uma partida que nunca aconteceu, Rueda e Berrío devem ver esse jogo de forma estranha ou, no mínimo, curiosa. Ainda assim, cientes de que o maior respeito ao adversário é um jogo sério, espero que o Flamengo resolva já em Chapecó, a classificação para às quartas de final, onde espero encontrar Fluminense ou LDU.

Amanhã, temos tudo para que, com todo respeito e carinho pela Chape, estiquemos um pouco mais a crise que se abateu sobre a Arena Condá.

Até a vitória.

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