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Rodrigo Mattos: “Como Renato, Rueda erra ao deixar jogo do Brasileiro em segundo plano”

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Com um time de maioria de reservas, o Flamengo perdeu o clássico para o Botafogo no Brasileiro, desperdiçou a chance de entrar no G4 e viu rivais na vaga pela Libertadores se aproximarem. O técnico Reinaldo Rueda diz que não era para priorizar para a Copa Sul-Americana, mas a escalação não deixa dúvida que o Nacional ficou em segundo plano em sua estratégia.

O plano de Rueda encontra similaridade com o do técnico Renato Gaúcho no Grêmio, que priorizou Copas em detrimento ao Nacional. Afinal, jogadores como Rômulo, Geuvânio e Matheus Sávio vinham sendo pouco usados. E outros estavam na reserva, como Rafael Vaz e Traucco, por queda de rendimento. Entraram os titulares que não atuaram na final diante do Cruzeiro ou estiveram em campo por menos tempo.

Uma estratégia diferente de Mano Menezes e Jair Ventura, em Cruzeiro e Botafogo, que escalaram times com mais força apesar da proximidade de jogos decisivos. O time mineiro jogou a final na quinta-feira, e o carioca terá as quartas da Libertadores no meio de semana. Ambos se aproximaram do Flamengo na briga pela Libertadores.

Entende-se que um treinador poupe atletas no Brasileiro por fases agudas de Copas, como finais. Não no caso de um primeiro jogo de oitavas de final da Sul-Americana. A não ser que um jogador esteja muito desgastado, mas aí seria um ou outro titular. Em seguida, Rueda afirmou que também rodou seu time para ter bom nível na Sul-Americana e Copa do Brasil.

Sim, o Flamengo está fora da briga pelo Brasileiro pela distância do Corinthians, mas briga por uma vaga no G4, que faz toda a diferença para a temporada 2018. Ficar fora deste grupo significa ter de disputar a Libertadores cedo, ou ficar fora dela, danos técnico e financeiro pesados.

Como já observado no caso de Renato, os pontos corridos são uma competição em que dá para planejar e prever onde seu elenco pode chegar. Ao Flamengo, pelo grupo que montou, cobra-se o G4. Obviamente que título não é obrigação, mas ficar entre os quatro é uma meta a ser buscada.


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Não faz sentido trocar isso em favor de uma competição que implica em quatro mata-matas com a possibilidade de bola na trave e erro de árbitro para se chegar a um possível título. Ainda mais se tratando do campeonato de quarto nível entre as principais do cenário brasileiro, atrás da Libertadores, do Brasileiro e da Copa do Brasil.

A ver como Rueda escala o Flamengo nas próximas rodadas para mostrar se de fato as Copas terão prioridade ou se foi uma opção pontual. Equivocada, na visão deste blog.

Fonte: Blog do Rodrigo Mattos | Uol

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