CBF – Confederação Bagunceira de Futebol

A realidade do futebol moderno já não permite aos clubes erros de planejamento. A competitividade pujante costuma punir indiscriminadamente e no cenário atual as falhas custam títulos ou mesmo rebaixamentos. O que mais assusta ao avaliar-se o futebol nacional é perceber que quem detém o poder gestor não tem a competência de criar um calendário que permita o bom exercício do esporte em sua plenitude.

As inúmeras competições e a agenda apertada leva os clubes a escolherem quais campeonatos devem dar mais ênfase no seu planejamento. Os bizarros estaduais continuam enormes e de tão fracos não servem nem como laboratório para o nacional. O sonho de chegar mais rápido e talvez mais facilmente a Libertadores faz da Copa do Brasil e da Sul-Americana ótimas alternativas.

Diante do supracitado, o Campeonato Brasileiro na sua segunda metade, para muitos times, já não tem valor.

Neste ano é notável que a principal competição do calendário nacional encontra-se completamente abandonada. Me atrevo a dizer que os adversários do líder com sobra Corinthians se recusam a competir. Às três derrotas consecutivas do clube paulista não serviram para acirrar os ânimos dos concorrentes, apenas foi revelada a real face do Brasileirão — O campeonato nacional mais desdenhado do mundo.

Excluindo Palmeiras e Atlético-MG que, embora tenham bons elencos, não lutam pelo título por incompetência, outros concorrentes de peso são omissos. O Grêmio, Santos e Botafogo focados na Libertadores oscilam no nacional. Já Flamengo e Cruzeiro depositam suas fichas na Copa do Brasil, torneio que são finalistas. O maior clube carioca ainda se encontra na Copa Sul-Americana, competição que pode ser um prêmio de consolação após vergonhosa participação no principal campeonato continental.

Diante de um cenário tão caótico torna-se claro que a sigla CBF significa em sua essência — Confederação Bagunceira de Futebol.

Maurício Dias

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