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Zé Ricardo fora! Esse é apenas o começo do caminho!

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Salve, Salve, Nação Mais Linda do Mundo!

Ontem pudemos presenciar o último ato, melancólico, da passagem de Zé Ricardo no comando da equipe rubro-negra, mentor de um time que vinha jogando mal coletivamente há bastante tempo e que baseava-se nas individualidades para a obtenção dos resultados positivos. A linha que separa a convicção da teimosia é a mais tênue de todas, necessitando de bom senso e muita ponderação para não a trespassarmos. Zé Ricardo cruzou-a, teimosamente abraçado à incompetência e casado com a teimosia. Deu no que deu!

As escolhas de peças tecnicamente fracas, um esquema engessado onde os jogadores eram muitas vezes sacrificados fora de suas posições de origem para serem adaptados a ele. Substituições erradas ao longo dos jogos, resultando na perda de pontos preciosos por medo de ser mais ousado. Some-se à falta de criatividade na montagem do time e tenha alguns fatores que culminaram na justa demissão de nosso jovem treinador, já contestado por todos na diretoria e que só permanecia no cargo por força única e exclusiva de nosso presidente. Ainda bem que Rodrigo Caetano conseguiu convencê-lo de que o fim de seu ciclo apontava como o melhor caminho a ser tomado no momento atual.

Hoje é um dia triste para a imensa Nação Rubro-Negra. Apesar de ter convicção que o comando do time já deveria, inclusive, ter sido mudado após a eliminação precoce na Libertadores, sinto um pesar imenso. Esse sentimento é refletido pelo trabalho não ter dado certo, pelo Flamengo ter falido nessa aposta, nesse projeto. A grande maioria da torcida queria a efetivação do Zé quando do afastamento do Muricy. É uma pena que ZR não soube aprender realmente com os próprios erros praticados a tempo de fazer com que o Fla retomasse o caminho das vitórias e, principalmente, conseguisse resgatar na equipe a solidez anteriormente observada.

Ninguém, em sã consciência, fica feliz com a demissão de um treinador, de um empregado. Zé Ricardo é mais um pai de família sem trabalho para engrossar as estatísticas, porém isso mostrava-se algo inevitável. Agora, tenho muito claro na minha mente que está completamente enganado quem pensa que a demissão de nosso treinador resolverá o problema no Departamento de Futebol rubro-negro. Ela mostra-se apenas como o ponto de partida para uma reestruturação deveras necessária.

Há coisas que já deveriam ter sido mudadas. Uma delas, essencial, sob minha ótica, é o afastamento imediato do Bandeira de Mello e a efetivação imediata de um VP de futebol. Essa pasta não pode e nem deveria estar sendo acumulada pelo presidente. Primeiro devido a seu temperamento um tanto quanto ácido, segundo porque ele não entende nada sobre os meandros da função e, principalmente, para que sua imagem e de toda a diretoria não se desgaste ainda mais e fique atrelada apenas aos problemas relacionados à pasta.

O que falta ao EBM, na minha opinião, é um pouco menos de vaidade e de orgulho. Um grande gestor caracteriza-se pela humildade e pela alta capacidade em delegar poderes corretamente. Saber quais profissionais devem ocupar as pastas de forma precisa, técnica e humana é essencial para a continuidade do trabalho dos blues. Ele já provou que é bom nisso, mas está deixando o poder subir-lhe à cabeça. Isso não pode acontecer. Faltam-lhe ouvidos de mercador e ponderação principalmente em situações adversas. Falta ao EBM colocar o C.R. Flamengo acima de tudo e de todos, inclusive da sua vaidade, que está começando a aflorar perigosamente.

Além disso, precisamos de um choque de realidade em nosso jogadores. Nosso psicológico mostra-se muito abalado, e isso é identificado através do esfacelamento do time após tomarmos o primeiro gol nas partidas e termos a obrigação de reagirmos para o alcance dos resultados. Ontem, contra o vice-lanterna da competição, vínhamos jogando razoavelmente bem até levarmos o primeiro gol já no final do primeiro tempo. Após voltarmos do intervalo, o esquema tático sucumbiu e alguns jogadores mostraram-se prostrados, sem capacidade reativa. Isso passa pela recuperação psicológica urgente do elenco como um todo. Não podemos nos permitir desmoronar frente a equipe infinitamente inferiores tecnicamente.

A pergunta da vez, agora é: Quem assumirá no lugar do Zé Ricardo? Nem vou entrar neste assunto agora. Isso será tema para outros colunistas do site ou até mesmo para uma futura coluna posterior deste que vos escreve. Uma coisa é certa: nosso novo treinador deve estar à altura do elenco e deve saber montar um esquema de acordo com as peças que possui e não ficar dando murro em ponta de faca ao tentar fazer o contrário. É peremptório que a sucessão deve ser muito bem analisada, ponderada, pensada, estrategicamente calculada. Para depois não termos de amargar e nos lamuriarmos de mais um passo mal dado. O cadafalso está logo ali! Cautela e canja de galinha não haverão de nos fazer mal. Vai pra cima deles Mengo!!!

O Flamengo Simplesmente é!
Saudações Rubro-Negras a todos!!!

Fabio Monken

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