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O preço do amanhã

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A torcida rubro negra passou os últimos anos a espera do cumprimento de uma profecia, “o flamengo arrumado vai mandar no Brasil”, palavras de Alexandre Kalil em 2014. A nova diretoria prometeu arrumar a casa e com um tempo, o time estaria brigando novamente por títulos.

Bem, aqui estamos, em 2017 o Flamengo contempla o melhor elenco do Brasil, mas ainda parece estar muito longe do cumprimento da “profecia”, o torcedor antes paciente e compreensível, hoje já não consegue entender como um elenco com tanto “carabao” não rende nem metade do esperado. Estamos a quanto tempo esperando esse “amanhã” em que as coisas vão enfim acontecer? A decepção talvez seja ainda maior quando vemos times com elencos mais fracos conseguindo ser mais efetivos do que o nosso.

Na libertadores pagamos um preço muito caro por isso, o que surpreende é ver que os responsáveis não parecem ter aprendido a lição com os erros, eles acontecem jogo após jogo, e aquele que deveria lhe dar com isso, leia-se “Zé Ricardo”, insiste em suas estranhas convicções, que só ele enxerga por sinal.

O que se espera é uma melhora, mas o que se vê é a mesma conversa, a síndrome Cristóvão Borges se instalou no time, o conformismo e a falta de cobrança interna parecem ignorar o cenário atual, não é falta de jogador, nem de dinheiro, nem de estrutura, e sim, vergonha. Não culpo só Zé Ricardo, não é ele quem perde gols, nem quem entrega bolas, mas com tantos talentos juntos, o resultado não pode depender somente do individual, o coletivo joga junto e é ele quem dita o jogo.

Enquanto aos olhos de quem está no comando tudo não passar de uma fase ruim, continuaremos pagando altos preços pelo conformismo, o amanhã que se promete parece ser inalcançável, a paciência acabou, o tempo também, o amanhã precisa ser hoje, sem desculpas.

Se existe uma salvação para 2017 ela deve estar muito longe, a cabeça parece já estar em 2018.

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Matheus Gonzaga. SRN!

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