Mudança de comportamento!

Salve, Salve, Nação Mais Linda do Mundo!

Ontem pudemos presenciar um Flamengo que começa a mudar, principalmente de postura. O time apresentou-se de forma diferente. Não dá pra dizer que já tem a cara do Rueda, longe disso, mas nosso técnico mostrou que é possível a mudança de comportamento através da conversa. Expondo pontos de vista filosóficos diferentes, aos altetas, sobre a forma de atuação e de postura que acredita serem primordiais para que logremos êxito esportivamente, nosso treinador vai “convencendo” a equipe a abraçar sua metodologia, iniciando a implantação de suas ideias de jogo.

Noite passada vimos um time ligado na partida durante os 90 minutos! É óbvio que ainda há muitas coisas a serem corrigidas. Por exemplo, as linhas defensivas ainda encontram-se espaçadas. Ontem pudemos observar infiltrações entre elas por parte da equipe alvinegra, mas não percebi a fragilidade de outrora e mais, fizemos a recomposição defensiva mais ordenadamente. No segundo tempo o Flamengo dominou completamente o jogo sem dar muitos espaços para o adversário.

A partida mostrou um Botafogo bem do jeito que esperávamos e um Flamengo que mudou sua postura para melhor. Conseguimos ter a posse de bola, característica nossa, e o time de General Severiano jogou do jeito que sabe, sapiente de suas limitações técnicas, fechadinho e aguardando o Mengão lhe oferecer a bola do jogo. Não conseguiram encontrá-la, pois o Fla não a ofereceu. Ontem nosso adversário foi aquém do que vinha apresentando, muito mais por mérito do Flamengo do que por demérito próprio. Ontem nos apresentamos mais sólidos, defensivamente falando.

Taticamente o time apresentou certa evolução (éramos um bando, literalmente). Linhas mais bem delineadas e mais agrupadas, razoável recomposição defensiva (Rueda prendeu mais os laterais, fazendo apoio e cobertura alternadas). O time deixou de ser capenga como antes. Fomos mais equilibrados e, principalmente, focados. Esse eu considero o maior êxito do treinador colombiano em relação ao time: conseguir que a equipe jogasse com atenção durante quase todo o tempo de jogo.

Quanto à parte ofensiva, pude perceber que nos apresentamos mais organizados, porém os jogadores inscritos na Copa do Brasil são mais fracos tecnicamente do que nossa equipe ideal, além das baixas no DM. Como não sentir falta de Geuvânio, Guerrero e Éverton Ribeiro? Sem a devida qualidade ofensiva, tornamo-nos pouco eficientes, somos o famoso “arame liso”. Sinto que nos falta agudeza, poder de penetração na defesa adversária (muito bem postada – esse é o diferencial dos caras), o que será acertado naturalmente com o decorrer dos treinamentos. Mas a primeira impressão foi realmente positiva.

Quanto às substituições, não concordei, no momento em que foi realizada, com a de Vinícius Júnior. Depois, passado o calor do jogo, acho que entendi a troca. Nosso treinador não quis perder profundidade! Mantendo Vizeu em campo, talvez pela falta de conhecimento mais profundo do elenco, ele pretendeu não recuar demasiadamente a equipe, o que daria campo, naturalmente, ao adversário.

Tirando um jogador de lado de campo aos 36 minutos do segundo tempo (pois só havia VJ, que havia substituído Éverton aos 29) e mantendo o centroavante de ofício, ele manteria a zaga adversária mais preocupada fazendo com que o time do Botafogo não pudesse lançar-se com muita volúpia ao ataque. Acredito que esse foi o fator primordial para que ele decidisse tirar o menino após 7 minutos jogados, já que Berrío havia saído aos 25 minutos, após uma entrada criminosa de Pimpão, para a entrada do Inominável.

As notas de pesar foram: a atuação horrorosa de Anderson Daronco, as declarações (patéticas e irresponsáveis) dos dirigentes do Botafogo (quando esquecer-se-ão do Arão?), que incitam a agressividade desmedida da torcida alvinegra contra o Mengão (cujo ônibus foi alvo de fogos de artifício e apedrejamento na chegada ao Engenhão) e as injúrias raciais contra a família de VJ por parte de um torcedor acéfalo. Podem colocar na conta do juiz as duas expulsões (injustas), que aniquilaram a partida e alguma parcialidade a favor da cachorrada (como abdicar de expulsar rodrigo Pimpão após entrada tão criminosa?). Teriam as reclamações (euriquianas e infundadas) de seu presidente surtido efeito na arbitragem? Fica a pergunta.

Dito isso, no geral, foi uma boa apresentação do Mengão na noite de ontem! Devemos ressaltar, inclusive, a atuação magistral de Cuéllar (como ZR abdicava dele a favor de MA?). Como joga o fosforito! Apresenta-se pro jogo, dá opção de passe para desafogo dos companheiros, realiza boa cobertura defensiva e (principalmente) faz a transição com passes agudos e precisos, tudo o que um volante moderno deve fazer.

Será que Reinaldo Rueda exorcizará de vez as quartas macabras (salve, Marcão Beton!!!)? Será que veremos um Flamengo forte a partir de agora? Esperemos que sim e torçamos para que ele consiga implantar sua filosofia de jogo o quanto antes. Os primeiros passos foram dados, mas uma sequência de vitórias seria primordial para que nossa confiança retorne em sua máxima aplicação. Estou realmente esperançoso de que isso aconteça. E que seja o mais breve, antes do que prevíamos! Vai pra cima deles Mengo!!!

O Flamengo simplesmente é!
Saudações rubro-negras a todos!

Fabio Monken

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