E o projeto fracassou…

Há 4 meses escrevi uma coluna sobre a Fórmula do fracasso na qual tratava os motivos pelos quais o projeto de Flamengo e Zé Ricardo era fadado ao fracasso. Hoje tudo o que eu retratei, aconteceu. Infelizmente o treinador não conseguiu abrir mão das convicções que acabaram minando o seu trabalho.

A fórmula do fracasso consiste em querer agradar a todos, o treinador nunca tentou agradar a todos, e quando o fez, foi de forma desordenada e tresloucada.

A teimosia de Zé Ricardo em manter peças nulas não só tecnicamente mas também taticamente foram vitais para sua demissão. Ficou Evidente também a dificuldade do técnico em gerenciar o vestiário, com a relação construída após o bom Campeonato Brasileiro de 2016, entre treinador e jogadores, ficou difícil separar a cobrança da gratidão.

Zé Ricardo conseguiu durante o ano passado dar um padrão de jogo e competitividade a uma equipe que vinha capengando após a saída de Muricy Ramalho, porém esse ano com tantas opções em seu elenco o treinador ficou preso às suas referências de sucesso que se mostraram ineficientes para o Flamengo atual.

O fracasso da gestão de Zé Ricardo no atual elenco é uma perda sentida pelo departamento de futebol rubro negro visto que o técnico era uma aposta que, se obtivesse sucesso, traria aplausos a gestão de Eduardo Bandeira de Mello, por bancar o treinador após a fase turbulenta e conseguir dar a volta por cima.

Mesmo com o título carioca Invicto Zé Ricardo não conseguiu fazer com que esse elenco recheado de boas opções apresentasse um futebol à altura da exigência da torcida, o time além de se mostrar por muitas vezes confuso teve no despreparo psicológico o seu maior revés.

Nos momentos em que teve sobre si grande pressão o time sucumbiu aos adversários e não obteve êxito em seus resultados, a Libertadores foi o maior exemplo disso, e agora essa sequência de resultados ruins só corroborou esse fato.

Zé Ricardo pode ter um futuro glorioso no futebol desde que aprenda a discernir a necessidade de abrir mão de certas convicções, entre convicção e teimosia existe uma linha muito tênue da qual o técnico não conseguiu se manter do lado correto. Assim como conseguir separar o pessoal do profissional. Futebol não premia os bonzinhos, e sim os competentes.

A saída de Zé Ricardo demonstra uma grande fragilidade no projeto rubro-negro de conquistar grandes títulos, visto que o a troca de treinador é um duro golpe na visão de gestão a longo prazo que a diretoria apregoa.

É importante ressaltar que Zé Ricardo não é o único problema do time rubro-negro, a falta de um vice-presidente de futebol é sentida por todos, assim como a de profissionais que tenham mais bagagem e conhecimento de futebol dentro do departamento.

Será necessário agora uma grande e avaliação da estrutura do departamento de futebol visando um respaldo para o próximo treinador que vier, assim como uma reavaliação de alguns profissionais que fizeram parte do insucesso de Zé Ricardo.

Infelizmente o projeto fracassou e não deve ser comemorado esse fracasso e sim corrigido para que não aconteça novamente. O Flamengo precisa sair do ciclo vicioso de rotatividade de técnicos, mas para isso é necessário contratar alguém com capacidade de gerenciar crises, liderar na essência da palavra e principalmente alguém com o currículo vitorioso que consiga dar a esse elenco personalidade e cara de vencedor.

Sofre Zé Ricardo por não ter conseguido extrair o melhor desse elenco, sofre o Flamengo por não conseguir manter um trabalho de longo prazo com um treinador, sofre a torcida que anseia por grandes títulos e vê no elenco atual a grande oportunidade de alcança-los.
Que venha o novo treinador e que consiga fazer desse Flamengo um time vencedor! Afinal é isso que a nação rubro-negra merece!

SRN!

Jerônimo Simeão Júnior

#ColunaDoJJ

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