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Coluna do Torcedor: “A alma do velho rubro-negrismo”

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Pra quem conhece a história do Flamengo, sabe que esse é um time que não à toa sustenta o lema a “raça, amor e paixão”. O rubro-negro sempre foi conhecido como um time aguerrido em campo, sempre ofensivo e procurando a vitória fosse fora de casa ou no Maracanã. Aliás, fora de casa sempre jogamos de igual pra igual com Corinthians, São Paulo, Santos, Grêmio, Inter e Atlético Mineiro, para dar alguns exemplos.

Está no nosso DNA. Por isso a torcida se acostumou a ser aquela que empurra, que diz “vai pra cima deles Mengo”! Porque somos acostumados a ser ofensivos. Outra característica do Flamengo é ser time do povo. A voz da arquibancada sempre nos ajudou demais. E mais um ponto importante é a fé. Quando o time ia mal, víamos jogadores e torcedores fazendo orações pra São Judas Tadeu, padroeiro do clube.

Então vejam: time de raça, ofensivo e vibrante; time do povo que faz a alegria dos mais humildes, e time de fé em seu Santo Padroeiro. É a característica de um time essencialmente brasileiro.

Dito isso vemos que o planejamento do departamento de futebol, foi nesse caminho. Time ofensivo, que briga de igual pra igual dentro e fora de casa e etc.

Mas, cadê as vitórias?

Pra falarmos de esquema tático, é bom lembrar que o projeto rubro-negro já estava sendo implementado pelo técnico Muricy Ramalho: ofensividade e domínio da bola no campo adversário.
Para a figura do camisa 10 eternizada por Zico, aquele jogador cerebral, mas que também se torna atacante e artilheiro, o escolhido foi Diego. Confesso que senti uma aura do velho rubro-negrismo no gol de falta que o Diego fez contra o San Lorenzo pela Libertadores, dentro do Maracanã, justo quando vestia a 10, e não a 35. Não por coincidência, fomos eliminados na competição pelo mesmo San Lorenzo, um time também “de fé”.

O problema muitas vezes não é o técnico. Todos sabem que para algo dar certo, é preciso um conjunto de fatores ao mesmo tempo. Se o Flamengo demitir o Zé Ricardo, a imprensa vai ficar um dia inteiro acusando sobre a falta de planejamento, de cuidado e valorização com os profissionais da casa, especulando um novo treinador que vai vir hipervalorizado e com cifras astronômicas.

Zé Ricardo fez um bom trabalho ano passado e tinha tudo para fazer este ano também. Mas, ele erra muito. Ou falha porque recebe ordens expressas de Bandeira e Cia, ou porque insiste em manter jogadores sem recursos técnicos como Márcio Araújo. O torcedor é corneteiro mas também tem razão.

A torcida anda infeliz. O combustível não é apenas títulos, mas vitórias épicas e classificações milagrosas. Porém, este ano estamos perdendo todas as partidas épicas.

Aí a magia vai embora fácil. Há uma desconexão entre time, técnico, diretoria e torcida. E coisas inexplicáveis acontecem.

Zé Ricardo tem culpa quando os jogadores mais qualificados perdem gols na cara? Não sei. Mas acho que nos está faltando fé.

O que acontece que quando vamos ganhar do Palmeiras com um pênalti em nosso favor, e o craque erra? Por que isso? A torcida vai precisar novamente salvar o time. Vai ter que apoiar, apoiar e apoiar. Só assim pra sorte voltar e para que todos os fatores possam convergir 100% ao mesmo tempo à nosso favor, como foi a arrancada de 2009, ou a sequência de resultados em 92.

Se atenderem o nosso pedido e tirarem Márcio Araújo, Gabriel, Vaz e Muralha, prometemos apoiar até o final.

Somos time de fé, do povo, da Raça!

Que São Judas Tadeu nos abençoe!

SRN

André Urubu

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