A última peça do Quebra-Cabeça Rubro-Negro

Um quebra-cabeça gigante, mítico, artigo de luxo. Mas falta uma peça. Aquela peça de ouro, artigo de colecionador, ítem raro no mercado: Um treinador de verdade.

Nunca fui adepto da cultura imediatista de resultados, acredito que eles são fruto do trabalho, e o trabalho requer tempo. Mas, mais de um ano após sua efetivação, fica claro que o trabalho de ZR chegou ao seu limite.

Talvez você seja integrante da parte da torcida que defende a continuação dele com o argumento de que só perdeu 5 vezes no ano, ou de que arrumou o time e nos classificou para o terceiro lugar do Brasileiro. Ou, pior ainda, você seja da ala que defende a manutenção do técnico em virtude de não termos opções melhores no mercado.

Fato é que hoje o Flamengo tem o melhor elenco dos últimos 15 ou 20 anos, e continua sendo reforçando bem, vide a excelente contratação do goleiraço Diego Alves, mas apresenta resultados e principalmente futebol pífio, que foi a penúltima peça do nosso quebra-cabeça.

Zé Ricardo demonstra a cada dia estar mais perdido do que cego em tiroteio, não consegue enxergar o óbvio que é a falta de coerência com a manutenção dos limitadíssimos Vaz e Márcio Araújo, errando jogo após jogo.

Não consegue dar variação tática a um time que tem peças inteligentes e polivalentes. Ficamos reféns de um 4-2-3-1 e seus chuveirinhos mal sucedidos.

Não consegue fazer a leitura do jogo, mexendo sempre mal e desorganizando ainda mais um time que deveria estar jogando o fino da bola pelo elenco qualificado que temos, mas que não consegue envolver o adversário.

O que vemos constantemente é um esquema engessado, Diego e Everton Ribeiro voltando excessivamente para buscar a bola, Guerrero sozinho disputando bola entre os zagueiros e vitórias que claramente vem pelas individualidades.

Vemos erros infantis que se repetem pelos mesmos nomes e que parecem ser tolerados com tranquilidade pelo passivo comandante. Aliado a isso, ainda temos as questionáveis escolhas por jogadores como Gabriel, Vaz e Márcio Araújo frente ao relegamento de jovens promissores à complementos de rachão.

Zé Ricardo tem em suas mãos um time que na mão de um treinador experiente e vitorioso seria capaz de amedrontar qualquer um de seus adversários, mas hoje não o faz, já que todos conhecem seu modo de jogar. Ele, o comandante é o retrato de um Flamengo que se acostumou a estar no bolo, mas não aprendeu a ser o dono da festa.

Um time que acha normal empates e derrotas, que se acostumou a ser aplaudido e exaltado até quando perde, um time que parece cumprir bem o papel de figurante que serve para valorizar o título de outros.

Chegou a hora de dar definitivamente um basta, se ZR perdeu apenas 5 vezes no ano, conseguiu perder exatamente quando não poderia. Se foi terceiro ano passado, hoje ele tem o melhor elenco do Brasil e está à 12 pontos do líder, e se não tem técnico melhor no mercado: Simples! Tire um de outro time!

Acho muito difícil um treinador no futebol brasileiro rejeitar a proposta de treinar o Flamengo, com CT de primeiro mundo, grana para salários, craques como Diego Alves, Everton Ribeiro, Conca, Diego, Guerrero.

Então, é hora de passar para um nível acima, e buscar a única peça que ainda falta nesse quebra-cabeça para transformar esse excelente elenco em um time vencedor: um técnico!

Obrigado por tudo até aqui ZR, mas definitivamente o seu tempo acabou. Você tem futuro, mas precisa ter um pouquinho mais de experiência. Precisa conhecer elencos bem inferiores antes de ter um elenco de craques. Quem sabe um dia, você esteja a altura do Flamengo?

Hoje ainda não! Temos 4 competições sendo disputadas e o Flamengo tem que ganhar todas elas. Isso é ser Flamengo. Não queremos o bolo, queremos a festa. O quebra-cabeça precisa ser completado, e não pode demorar!

SRN!

Jerônimo Simeão Júnior

#ColunaDoJJ

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