O tetra é logo alí!

Hoje olhamos a tabela do Brasileirão e enxergamos uma distância considerável para o líder do campeonato, 12 pontos; sentimos a agonia que beira a vontade de esganar alguém, vimos gradativamente na competição, grandes partes da possibilidade de título brasileiro escorrer entre os dedos de nossas mãos.

Não quero ser mal interpretado, acredito firmemente que 16 rodadas não são suficientes para sacramentar o final que uma equipe terá, nessa altura é tudo previsão; a meu ver, nem o Atlético Goianiense está rebaixado (ainda), 12 pontos não nos impedem de sermos campeões, todavia sempre há um “mas”.

Entremos numa semana decisiva, possibilidades eminentes de classificação na Copa do Brasil, o maior campeonato raiz que você respeita, como dizem os mais jovens e antenados, mais um dentre um punhado de divisores de água que o ano de 2017 separou para o Mais Querido; estamos caminhando para duas situações completamente opostas, ou uma eliminação ímpar, nos mesmos moldes de Atlético Mineiro em 2014 ou semifinalista, real postulante a um título de expressão, o tetracampeonato, quatro jogos de um título.

Copa do Brasil com um formato mais diluído, praticamente um jogo por mês, possibilitando que não desistamos do Brasileirão para que o foco seja na Copa do Brasil e até a Sul-Americana (onde somos com folgas o elenco mais qualificado), enquanto no próximo domingo, podemos de fato ver 12 pontos se tornarem 9, mas também corremos um risco enorme de ver 15 pontos serem estabelecidos; o que preferimos então? Não em questão apenas de campeonato brasileiro, mas englobando todos os torneios ainda remanescentes, o que almejamos?

Uma das maiores cobranças que faço ao Clube em tempos é a postura, temos que adotar uma postura correta, coerente; o atual técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, deu uma declaração interessante recentemente:

Quem muito quer, nada tem. Daqui a pouco você insiste em colocar a mesma equipe em todas as competições e vai perder vários jogadores importantes e de repente vai se dar conta de que fez o planejamento errado.

Focando um pouco mais em “Quem muito quer, nada tem”, não podemos aderir à mesma postura de 2016, o velho “cheirinho”; não pode existir o pensamento de “somos o Flamengo, somos gigantes, temos Diego, Guerrero, Everton Ribeiro, Diego Alves… Não importa o quanto o Corinthians esteja na frente, a gente vai ser campeão mesmo assim”; se essa for a postura, temos uma gigantesca probabilidade de terminar o ano com mais duas eliminações debaixo do braço e comemorando mais uma vaguinha, “Libertadores qualquer dia tamo aí”, quero um 2017 diferente, não um 2016… parte 2.

Nick Marques

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