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O dia em que o futebol perdeu

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Lamentáveis. Só o que dizer das cenas de violência, pânico e vandalismo em São Januário, onde mais uma vez o futebol foi derrotado. O que aconteceu transcende os limites do esporte!

Adversários, não inimigos. A maior plataforma levantada pelo futebol é a da integração, do trabalho em grupo, da oportunidade de tirar da violência jovens que o estado esqueceu. Ele salva vidas.

Cenas como a de sábado nos fazem repensar muito sobre uma série de coisas, mas principalmente uma mensagem chama a atenção: A de que não é apenas futebol.

Essa frase, que geralmente é utilizada para conotar momentos bons no futebol, hoje mostra que o sentido pode ser mais amplo do que pensamos ou desejamos.

Não é apenas futebol o que faz uma pessoa tão feroz e descontroladamente querer matar a outra.

Não é apenas futebol o que faz uma guerra estourar simplesmente por causa de um resultado negativo.

Não é apenas futebol olhar crianças e mulheres sendo agredidas e traumatizadas no meio da sua torcida.

Todo o avanço que fora conquistado com anos de “paz” é perdido quando marginais travestidos de torcedores decidem fazer arruaça. Regredimos. Saímos derrotados. Os marginais venceram.

Talvez você esteja pensando, que isso é item exclusivo da torcida do vasco, mas infelizmente não é. Hoje, quem coloca a mão no fogo por sua torcida e pode dizer que cenas como aquelas nunca mais serão vistas?

Quem pode dizer que sua torcida aceitaria uma derrota de forma normal? Talvez a grande verdade é que não gostar de perder é intrínseco ao ser humano, mas saber perder é necessário para a sua evolução como cidadão.

A verdade é que ainda não somos civilizados o suficiente para assistir futebol, nós vivemos ele! E em uma intensidade que muitas das vezes supera os limites aceitáveis.

E isso passa por diversos fatores, educação, segurança, autocontrole, e principalmente por entender que, ali, naquele momento, naquele campo, não é uma guerra, ali é sim, APENAS futebol.

Se depois de sábado você repensou quando será a próxima vez que você levará seu filho ao estádio, parabéns pela lucidez, mas isso só confirma a teoria de que no sábado quem perdeu foi o futebol. Até quando seremos reféns da violência e perversão de alguns?

Não vou entrar no clichê de pedir paz, o que precisamos vai muito além de paz, precisamos é de educação, conscientização e punições aos envolvidos. Chega de impunidade!

Talvez quem precise ler essa coluna não leia, talvez leia e nem seja sensibilizado, mas não podemos nos calar e tratar como normais cenas como aquelas. Talvez para eles entenderem, com uma pontada no coração, sinto informá-los: É apenas futebol.

Deixem que o futebol sobreviva. meu filho merce ter esse privilégio.

#AdversáriosNãoInimigos

SRN!

Jerônimo Simeão Júnior

#ColunaDoJJ

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Comentarios

comentário

  • Luiz Henrique Amorim

    Concordo em gênero, número e grau.

    Não é a primeira e nem a última vez que veremos isso, infelizmente.

    Enquanto apenas os clubes forem punidos…enquanto apenas ” a torcida do…” for responsável… Enquanto as pessoas ali que se tornam bestas selvagens não forem devidamente punidas individualmente… nada mudará.

    E, de fato, quem perde é o futebol…mais uma vez…

    Lamentável…

    • Jerônimo Simeão Júnior

      Pois é LH, assusta saber que não será a última vez. Quando será a próxima? Será que meu filho estará presente? Cabe a reflexão! tmj! SRN!

  • Flavio DF

    Em um país onde o alto escalão político vive impune, fica difícil punir os demais. Infelizmente os problemas de violência vão além dos campos de futebol.

    • Jerônimo Simeão Júnior

      Pois é, infelizmente tem muitos interesses por trás e enquanto isso vão deteriorando o futebol.

  • Léo Faria

    O problema está longe de ser resolvido,basta ver que as sugestões para solução quase sempre passam por punição e quase nunca se discute prevenção.
    O futebol é apenas uma manifestação da nossa sociedade. Uma sociedade sem educação. É preciso que haja punição e combate aos crimes? Sim,mas sem uma mudança na sociedade o combate a violência no futebol vai ser como o combate a violência como um todo. Polícia reprimindo ( quando não se vende) enquanto novos criminosos são formados.

    • Jerônimo Simeão Júnior

      Verdade Léo, a questão da prevenção deve realmente ser debatida! Infelizmente só lembramos de prevenir quando acontecem as tragédias, aí já é tarde demais.

  • Gerson Francisco de Azevedo ne

    Punição severa como exemplo!! Só assim! Aquilo não foi normal!! Aquele lugar não dá mais!!! Não é a 1 X q da m……! Eles acham q não podem perder nunca lá!! Senão sofrerão retaliações!! Ainda mais do flamengo q machuca mais q os outros pelo ego!! Eles acham q por estarem em um estádio só pq fica na favela eles com esses atos farão um ambiente hostil!! Ambiente hostil tbm incentivado pela própria diretoria q na penúltima partida já tinha fechado todos registros d água!! Sem uma água pra vender!! Por aí já começa!! Então pra resumir: esse local infelizmente não suporta grandes jogos d times q” machucam ” o Vasco principalmente machuca o seu ego!!! pois eu imagino o sentimento d querer ser maior q o flamengo e só conseguir ser cada X menor!! Se eles acham inaceitável isso ( deve doer muito 30 anos perdendo todas finais e sempre rebaixado ou lutando na série b) q nunca mais tenha clássico em um estádio com pessoas mal educadas e q se aproveitam na maldade da logística do local!! Q acabem eles( q por recalque não aceitam) e não o futebol!!! UMA VEZ FLAMENGO SEMPRE FLAMENGO! VIVA O FUTEBOL!

    • Jerônimo Simeão Júnior

      Mas a discussão é mais abrangente Gerson. Se perdermos para eles na Ilha do Urubu, você é capaz de colocar a mão no fogo e dizer que não terão incidentes?

  • Luiz Carlos

    Um dia ruim dentro e fora de campo, a única boa a se destacar, o gol de Everton, esse decisivo e importante para o Flamengo, de resto, um futebol pobre e cheio de faltas, e cenas absolutamente covardes nas arquibancadas e fora de campo, o retrato do nosso país, da cultura do “povo”, nosso lazer já não existe mais, seja ele em uma praça, um evento ou algo assim, estamos sujeitos a vândalos, bandidos, ferir nossa integridade física, uma pena para um clássico tão charmoso, onde tivemos mais de 150 mil em um maracanã……triste!

    • Jerônimo Simeão Júnior

      Verdade Luz, muito triste e preocupante. Precisamos trabalhar na conscientização e prevenção, mas sem deixar a punição aos que tentam destruir o futebol, que é um dos nossos patrimônios.

  • Almir Ribeiro

    Excelente reflexão. A questão a meu ver é o “clima” que se cria antes…animosidade # rivalidade. O presidente do Vasco, por exemplo, por muitos anos insuflou “animosidade”, com atitudes e dizeres que motivaram esse “ódio” nos torcedores de lá e que os nossos respondem daqui. Isso é “caso antigo”. O que se viu claramente é a constatação disso…os caras já vão com espirito armado, indo pra cima da torcida do Flamengo e querendo briga, pois não vieram para torcer pelo seu time e prestigiar o futebol. São marginais infiltrados que aproveitam esse “climão” para despejar seu “ódio social”. Isso serve para todos. Tem que dar um freio e isso começa punindo esses “marginais”, os banindo dos estádios. Os dirigentes sérios banirem as organizadas, que na sua maioria não passam de “facções” travestidas de torcedores. Isso é assunto antigo, e nada se faz…e no RJ, SP…em todo lugar. Não adianta Arenas modernas, se a mentalidade nas mesmas continuar a mesma.
    Temo as vezes a reação na Ilha do Urubu…imagina o time indo mal…melhor nem pensar.

    • Jerônimo Simeão Júnior

      Exatamente Almir! Também tenho esse temor. A pergunta é, se fosse aqui? Seria diferente? Não podemos garantir. Infelizmente criam um clima de guerra, e a sociedade atual não sabe discernir o que é real ou não.Preocupante.

  • Valmir

    Realmente é um assunto muito complexo, não podemos ver gente morrendo e achar tudo normal, concordo que punir somente o clube não resolve, porém a partir do momento em que a própria diretoria atiça um ambiente naturalmente já complicado devido a rivalidade as coisas ficam muito mais sérias. O presidente deles antes mesmo da partida já tinha tirado o direito a uma sala para coletiva, se o Zé fosse fazer teria que ser do campo, além de uma irresponsabilidade é um desrespeito com os profissionais do esporte. Não dá pra plantar abacaxi e colher uva.
    Como diria meu pai: pagou o ingresso, agora assiste ao show.
    SRN

  • Ednei P. de Melo

    A questão é que eventos como esse coloca em cena a política da torcida única. Se entre os torcedores do mesmo time já acontece isto, imagina se a torcida adversária comparece em peso? Mesmo a maria sendo contra, sou à favor da torcida única, pelo menos como paliativo até resolverem a questão… &;-D