Hoje não vou bater em Zé Ricardo

Hoje eu não vou bater em Zé Ricardo. Não que eu concorde com suas preferências e substituições no último jogo. Entrar com baidu antivírus é um acinte ao rubronegrismo e a qualquer futebol praticado no mundo. Mas não foi o “principal” culpado no último jogo.

Imagino que essa afirmação macule os olhos do leitor irritado com a apresentação, mas imputar o fracasso de ontem ao treinador somente seria infantilizar os jogadores. Hoje, eu não vou bater em Zé Ricardo.

O gol foi resultado de uma trapalhada de Vaz, Baidu e Trauco. Há quem queira adicionar Cuellar e Thiago nesta lista, mas, vamos combinar, o colombiano foi bloqueado pelo 8 e, além de Luan passar por cima de três adversários, contou com a “sorte” de pegar na orelha da bola. Note que na jogada, o gremista pega errado na bola que pareceu fácil, mas foi chutada errada e encontrou o cantinho do gol.

Seria incoerência minha se tirasse todo o demérito do arqueiro, que precisa melhorar, inclusive acho que seria bom voltar com muralha em um jogo para ver se o banco e a sombra cada vez mais incômoda de Diego Alves não mexeram com o goleiro que já agarrou muito bem aqui no ano passado.

Não bastasse isso, nosso meio de campo e ataque não funcionou. Diego foi um arremedo do que já apresentou. Tem crédito, claro. Demais. Everton Ribeiro também esteve abaixo e somado a ausência de Guerrero e Damião, nosso ataque nulificou. Apenas o querido de Allan Garcia jogou alguma bola no 433 infindável do Flamengo. Hoje eu não vou bater em Zé Ricardo.

Houve coisas boas no jogo. Como a aparente sede do resultado por parte do treinador, que tirou seu protegido e colocou o time para frente. Diego foi recuado para a volância numa modificação que eu mesmo já pedi. Precisa jogar mais ali, mas ficou mais fácil pegar a bola dos zagueiros estando mais próximo.

Mais tarde, o que pareceu bem tarde, acrescentou Vizeu e Mancuello. Faltou personalidade para tirar outras peças, mas entendi como uma busca por resultado, ainda que o desespero tenha nos custado o meio de campo. Hoje eu não vou bater em Zé Ricardo.

Vou te apresentar alguns super-heróis da minha infância, provavelmente da sua, Zé. Conhece o Aquaman? Ele pode respirar em baixo d’água e se comunica com seres marinhos. Fraco. E o super homem? A fraqueza dele é uma porcaria de uma pedra… Que todo mundo tem. Sabe qual é considerado o mais forte? Um humano simples que tem um cinto de utilidades fantástico. Jogou bomba e não funcionou? Pega o batarang. Se esse falhar vai com o teaser, Batmóvel, traje novo…

Cadê o seu cinto de utilidades, Zé? Você é um humano comum, com um time comum que toca uma tática só. Tá bom! Acabei batendo um pouquinho.

Anderson Alves, O otimista

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