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Haverá um novo Zico?

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Não existe alguém capaz de desvincular a imagem de Zico ao Flamengo, muito menos desassociar a figura do Flamengo à do galinho; são quase como a mesma coisa, quando se pensa em Zico, se vê o gênio trajado de vermelho e preto; quando se fala nas cores e no manto rubro-negro, não se vem à mente nenhum outro homem a vesti-lo que não Arthur Coimbra, a personificação máxima do que é Flamengo, ser Flamengo.

Como desenvolver um texto que expressa tamanha relevância de Zico sem ser repetitivo? Árdua missão que terei de cumprir enquanto digito minha terceira “aventura épica” como colunista oficial da Coluna do Flamengo, pois falar de Flamengo é falar de Zico, principalmente quando o assunto é idolatria.

Compreendemos que quando rotulam alguém como “o novo Zico”, estão se referindo exclusivamente à qualidade técnica de determinado jogador rubro-negro ou ao estilo de jogo tático do mesmo, quase sempre um jovem, que acaba de subir da base ou nem isso ainda, mas o que englobaria ser um Zico? O que seria necessário para alguém ser um Zico? Alguém seria capaz de atingir o patamar de idolatria e importância de Zico? Ou qualquer um que atinja um nível descomunal de glórias e conquistas semelhantes ainda permaneceria abaixo do galinho? Sem mais delongas, vamos apurar juntos:

Zico disputou 733 partidas pelo Mais Querido somando suas duas passagens; a primeira delas começando oficialmente em 1971 e encerrando-se em 1983, quando se transferiu para a Udinese; seu retorno ao Mengão se deu dois anos depois e durou de 1985 até 1989, quando foi ao Japão desfilar sua categoria e maestria até seus últimos dias como atleta profissional; foram “só” 17 anos de Flamengo.

Algumas fontes afirmam que foram 508 gols pelo Flamengo, outros veículos trabalham com 509, o que não faz diferença visto que mais ninguém se quer alcançou a marca de 300 gols vestindo o manto sagrado.

Títulos? Nada tão grandioso assim, apenas um mundial, uma libertadores, quatro brasileiros e sete campeonatos estaduais.

Números expressivos, improváveis de serem repetidos, todavia ainda sim prevalecem possíveis pra quem possua qualidade técnica e determinação para busca-los; a grande questão é que a identificação de Zico não se prende apenas a números e sua qualidade nunca se prendia apenas ao Flamengo, pois no mundo há incontáveis pessoas que idolatram Zico mesmo sem conhecer o Flamengo. Sabemos que pode nascer alguém capaz de fazer 510 gols pelo Flamengo ou alguém que jogue até 740 jogos pelo clube; surgir alguém que ganhe todas essas taças pelo Rubro-negro? pode sim; Mas então, pode surgir um “novo Zico”? Não!

Alguém pode alcançar ou superar uma ou outra marca de Zico pelo Flamengo, assim é futebol, repleto de grandes jogadores e gratas surpresas, porém devido ao cenário futebolístico mundial (que tende a piorar), algum jogador com potencial para igualar ou superar TODAS as marcas que o galinho deixou, não fará sua história aqui no Flamengo; um jogador do tamanho de Zico, hoje, jogará no Barcelona, no Real Madrid, ganhará salários astronômicos e conquistará a liga dos campeões, Premier League, La Liga.

Fala-se demais do potencial do jovem Vinicius Jr, muito se especula sobre o futuro de nossa joia, mas todos nós sabemos que não passa de “quando” e “quanto”; vai ser hoje a 15 milhões de Euros? Amanha a 30 milhões? 2019? 2020? 50 milhões? 100 milhões? É tão inevitável quanto o sol nascer ao leste todas as manhãs, o auge do brilho e da magia de Vinicius Jr não será no Flamengo e pra sempre teremos em nossas memórias a certeza que a nação tem seu rei, eternamente o deus rubro-negro, Arthur Antunes Coimbra!

Nick Marques

Siga também no Twitter: @TheNickMarques

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