Estatística não é título

De começo eu não iria tocar neste assunto. Iria defender, com todas as minhas forças e conhecimento, a permanência de Zé Ricardo como técnico do Rubro-Negro. Infelizmente veio a derrota na Arena da Baixada e, junto, veio uma análise crítica à forma de Zé organizar o time. A partir daqui, posso ser taxado de modinha ou de torcedor Nutella, mas, realmente, não é o que quero deixar de impressão.

Tudo bem, temos que admitir que ele é um dos técnicos com o melhor aproveitamento recente pelo Fla e também no Brasil. Mas, infelizmente no futebol, pouco adianta todas essas estatísticas positivas se no jogo que realmente esteja valendo algo, o time é escalado de forma errônea e beneficiária ao adversário. Pode ser que seja por falta de estudos. Falta de experiência ou qualquer coisa relacionada, mas, no Flamengo, hoje, não podemos ter toda essa espera.

É quase incontestável a qualidade do nosso elenco. Tanto no time titular, quanto no banco de reservas. Basta analisar friamente. Os problemas do treinador vão desde teimosia ao escalar certos jogadores, como Gabriel e Damião (na ausência de Guerrero) e até mesmo a não utilização de peças importantes que vieram da base do Flamengo ou até mesmo recém contratadas, vide Ronaldo, Vizeu ou até mesmo o tão Cuéllar, que ainda não conseguiu mostrar para que veio.

O Flamengo é um clube praticamente reerguido. Passamos de pouco notado para Top 5 Adidas. Por que os dirigentes ainda insistem com esse incógnita? Será que só os torcedores percebem a bomba relógio que é Zé Ricardo? O que um técnico que não sabe armar o time, não sabe variar a formação, não faz questão de muita coisa dentro de campo e substitui mal durante as partidas ainda faz no Clube?

Todas são perguntas de difíceis respostas. Não sabemos o que acontece nos bastidores. O que sabemos é que precisamos refletir sobre o Zé, afinal, há anos que se fala de ‘poupar agora para vencer no futuro’, mas… Quando esse futuro chegará?

Saudações,
Yuri Sobral.

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