Estamos mal-acostumados a perder

É como dizia a poesia de Ara ketu: “Mal-acostumado, você me deixou, mal-acostumado, com o seu amor…” É esse o sentimento de todo rubro negro.

No esporte perder faz parte, mas aprender com a derrota é a lição mais importante.  Uma coisa que sempre tive em mente, “time que quer ser campeão não pode se contentar com a derrota”, não pode achar normal e muito menos se acomodar com isso. Ou seja, as derrotas devem nos servir de lição para não erramos novamente.

Lembro de um jogo ano passado, foi horroroso, o mengão perdeu para o Sport por 1 x 0, foi de doer os olhos, como jogamos mal, mas aquela derrota serviu de lição, a lição de nunca repetir uma atuação tão ruim quanto aquela, no outro jogo tudo mudou, Diego estreava e começamos ali uma mudança de patamar que nos faria chegar à onde estamos hoje, mal-acostumados a perder.

Nossa última derrota em competição nacional foi ainda em 2016, para o Internacional, de lá para cá, foram 2 derrotas na libertadores, onde em ambos os jogos, fomos melhores, porém não soubemos aproveitar as oportunidades. Em 2017 temos um dos melhores aproveitamentos do Brasil, 72,7%, um dos melhores saldos de gols, são 43 em 22 jogos, são ótimos números, mas o que ainda faz o torcedor ir do céu ao inferno em apenas uma derrota?

Algo de comum acordo entre a nação é, pode ser melhor, sabemos que torcedor é bipolar, quando ganha é o melhor, quando perde, é tudo um lixo, mas não é à toa que o sentimento de que podia ser melhor paira a mente de qualquer rubro negro. O sentimento de olhar para o banco e saber que ali tem peças que poderiam ser melhores usadas do que as que estão em campo.

Estamos mal-acostumados a perder e não é à toa, sabemos que o time tem potencial e precisa ser melhor do que já vem apresentando, é preciso pensamento de campeão, as derrotas as vezes é bem-vinda, contanto que se aprenda com ela, que não se acomode com elas, que se tire lições, e errar o quanto antes, para não errar quando não tivermos mais chances de desfazer o erro.

Dos campeonatos que iremos disputar, nenhum deles perdoa erros seguidos, algumas teimosias precisam ser repensadas, ou morreremos abraçados aos apegos daqueles que tem medo de mudar.

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Matheus Gonzaga. SRN!

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