Berrío: veloz, trombador, caneludo e necessário

Quem lê estas linhas certamente se lembra da novela vivida no começo do ano. Precisávamos de atacantes de lado de campo, porém a grana era muito curta para os preços cobrados. O que coube no bolso nem de perto foi primeira opção. Na verdade, nem segunda, nem terceira… talvez a quarta ou quinta. Quarta ou quinta – a mesma velocidade engatada por Berrío em campo pelo Flamengo.

Mas, vamos aos fatos: Berrío tem se mostrado um grande caneludo. Chamá-lo de “Cirino colombiano” é inoportuno, mas me espantou tantos milhões pra tanta dificuldade em manter o controle da bola e cruzar – ainda mais para um ponta.

Entretanto, logo entendemos o porquê de seu valor. Que fale quem boca tem, mas a velocidade é uma arma importantíssima no futebol, onde quer que seja. Berrío, ainda além, não é só veloz. Ele é provavelmente mais rápido que tudo e todos que vamos enfrentar em nossas batalhas futebolísticas. E o que mais me agrada não é somente a velocidade desenfreada; o camarada é raçudo, como um bom jogador do Flamengo deve ser.

Parece óbvia sua titularidade, não é?! NÃO! Ainda tem um Mancuello preenchendo posição parecida, apesar de cumprirem papeis completamente diferentes. Escolher entre o argentino e o colombiano é prezar ou a técnica ou a velocidade, ou a bola no pé ou o contra-ataque, ou a jogada de linha de fundo ou a centralização, ou um meia ou um ponta… é mudar a filosofia de jogo, e isso é sensacional para nosso plantel.

Sim, hoje podemos dizer que os dois são titulares do Flamengo, pois há tempos aprendemos que não somente os 11 primeiros são os titulares. Cada circunstância de jogo pede um jogador diferente, e certamente iremos fazer a diferença nesse ano com essa capacidade elástica. E acalmem-se, ainda não contamos com Conca e Éderson. Dessa fonte ainda temos muito para beber.

Mas, dentre todos citados, somente Berrío apresenta capacidade física para recuar e ajudar na defesa e ferozmente retomar o ataque, característica que encanta especialmente a Zé Ricardo. Por tal motivo é que acredito que veremos o armário mais frequentemente em campo daqui pra frente, bem como espero apreciar a utilização do 4-1-4-1 no time principal. Esse esquema tão bem debulhado por Zé Ricardo pode se encaixar para nós. Quem não gostaria de ver a ofensividade de Éverton, Diego, Mancuello (Conca) e Berrío juntos, municiando Guerrero na frente?

Seguimos otimistas, meus amigos. Enquanto isso, Berrío conquista seu espaço e mostra que, na vasta gama do repertório individual rubro-negro, ele é mais um, e com espaço pra conquistar.

SRN!

Rodrigo Coli

Twitter: @_rodrigocoli

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