O que Fevereiro nos reserva

Conversando com alguns companheiros colunistas do Coluna do Flamengo decidi fazer uma pequena análise do calendário mensal do nosso Mais Querido. Passado o mês de Janeiro, devemos olhar sempre em frente visando uma adaptação ao que teremos a seguir. Claro que o Flamengo sabe os jogos que teremos, mas podemos aqui ponderar friamente quais os nossos objetivos na temporada, quais jogadores estão jogando mais ou menos e quais jogos/resultados devemos correr atrás.

Antes de mais nada tenho que esclarecer que vou tentar ao máximo ser objetivo em minhas análises, coisa muito difícil, mas vocês já esperavam de um colunista com o epíteto de O otimista. Ainda assim, me ajudem nos comentários e vamos avaliando ao longo do ano.

Para começar, um aviso bastante útil para todos nós: Só haverão 10 datas Fifa em todo o ano para nós. Visto que não temos nenhum Chileno no elenco, não perderemos jogadores para a copa das confederações. Temos muitos selecionáveis e isto precisa ser levado em conta na hora de montar o calendário, mas deixemos isto para o mês em que tivermos jogos de seleções, não é o caso de Fevereiro.

Com o nosso infame calendário, teremos jogos no meio e no final de semana no mês inteiro, à exceção do final do mês na semana da quarta-feira de cinzas. Aí teremos uma semana para nos preparar para a final  da TG e estreia da Libertadores contra a nossa maior pedreira em casa, mas voltaremos a falar disso em março.

Macaé, Nova Iguaçu, Grêmio, Botafogo, América-MG, Madureira, Ceará, Semifinal do carioca. Esta é a nossa sequência que começa amanhã. Começamos bem o campeonato, Zé Ricardo parece ter escalado o melhor Flamengo à disposição, mas temos que avaliar bem quem joga para não quebrar os jogadores lá na frente. Não dá para esperar o exame apontar que o jogador está com cansaço muscular.

Num cenário ideal, o Flamengo jogaria contra Macaé e Nova Iguaçu com o time que vem se preparando para ser o titular. Dar rodagem ao time, encaixar os onze, a marcação, os chutes de longa e média distância de Diego e Mancuello que ainda estão muito tímidos. O grande problema é que depois virão dois jogos contra grandes. Grêmio e Botafogo.

Talvez fosse boa ideia rodar o elenco contra o Nova Iguaçu. Descansar o Diego, Réver e Arão. Testar Adryan, Donatti e Cuellar. Não gosto do Colombiano como segundo volante, mas a alternativa seria mudar o posicionamento ou do Rômulo ou do Mancuello e não acho uma boa por hora. Deixe-os se ajustarem ao time. A não ser que haja algum jogador com problemas e, neste caso, o CEP precisa estar muito atento.

Sobre os jogos contra grandes temos que ir com força total. Estes serão os nossos maiores testes antes da Libertadores, depois das finais da taça Guanabara. Uma grande questão é saber se o Botafogo vai levar o confronto a sério ou não. Os alvinegros estarão concentrados nas decisões se vão ou não jogar a Libertadores. Eles não terão vida fácil na pré libertadores e, dependendo de resultados no carioca, poderão nem ir para as finais da TG, talvez nem joguem com time principal contra nós. Caso isso aconteça, temos que rodar novamente o elenco e descansar outros jogadores. Rômulo, Guerrero e Trauco são candidatos, mas nem tanto.

Nos outros jogos teremos um pouco menos pressão, podendo também rodar. Principalmente contra Madureira, que podemos enfrentar já classificados para as fases finais da TG e, Ceará e América-MG, que são grandes, mas talvez possamos vencê-los com a promoção de jogadores ainda não utilizados. Note, que a nossa sugestão é rodar o elenco fazendo no máximo três trocas por jogo, possibilitando aos que entrarem estar num time competitivo e minimamente entrosado.

Há no elenco jogadores que precisam ser apresentados à torcida rubro-negra. Casos de Paquetá, Ronaldo, Thiago, Cafú e Moraes, que treinou com os profissionais e deve ser o substituto do substituto do Jorge. Para não correr riscos desnecessários, seria bom ver dois, talvez três deles contra Madureira, Ceará e América-MG. De novo, note que não quer dizer modificar todo o time. Um time com Muralha, Pará, Réver, Vaz e Moraes; Rômulo, Arão e Diego, Everton, Paquetá e Guerrero é bastante competitivo. Da mesma forma se trocarmos Muralha e Rômulo por Thiago e Ronaldo e devolvermos Trauco e Mancuello para a equipe titular.

As inserções dos garotos do ninho devem ser feitas assim. Paulatinamente e não como soluções para buracos que não podem ser tapados de última hora.

Anderson Alves, O otimista.

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