Um Gabriel vale mais que um Éderson?

É realmente muito difícil entender porque atacantes e meias de lado de campo conhecidamente inoperantes tem tantas oportunidades no Flamengo. Entra técnico, sai técnico, e Gabriel, Cirino, Éverton e Fernandinho continuam marcando presença cativa em todos os jogos. Sempre que entram em campo, fazem feio. Não fazem jus a todas as oportunidades que lhes foram dadas. Praticamente todas as vezes que atuam, não rendem absolutamente nada. Passes errados, cruzamentos bizarros, chutes tortos e pixotadas dignas de peladas de casados contra solteiros são constantes no repertório destes que se dizem jogadores profissionais de futebol.

Temos ainda Emerson Sheik, o qual esperávamos muito mais por tudo que já apresentou no futebol. É bem verdade que mesmo no auge de seus 37 anos, corre e se doa em campo como um garoto de 17. Entretanto, tecnicamente a fase do atacante é péssima. Individualista ao extremo, escolhe sempre as piores opções para as jogadas. Assim, Sheik é mais um que entra para o time dos que deveriam ser “jogados de lado”, e não jogarem pelos lados.

Temos ainda a garotada da base, que por mais esforço que façam, não conseguem oportunidades. Thiago Santos, Paquetá e até Nixon (tentando voltar de lesão), disputam vaga apenas para fazer figuração no banco de reservas.

Mas no meio desse poço de ruindade futebolística, temos um jogador que não recebe chance para tentar mostrar que é melhor que os supracitados. Éderson não teve uma sequência de mais de 5 jogos no flamengo. E quando é chamado, é colocado para jogar fora de posição.

É bem verdade que Éderson não apresentou nenhuma excelência técnica quando foi a campo. Porém, lembremos que ele tem uma carreira com muito mais destaque se comparado aos outros com quem disputa vaga. Mostrou bom futebol em seus tempos de Nice, Lyon e Lazio, e até mesmo em seus primeiros jogos pelo flamengo, ainda em 2015.

Muitos dizem que Éderson é bichado. Que tem na carreira mais tempo no departamento médico do que em campo. Porém, vale lembrar que desde o trabalho de pré-temporada feito sob medida para ele, não vem apresentando lesões.

Se comparado à eterna promessa Gabriel, por exemplo, Éderson tem mais nome, mais futebol, mais experiência. Porém, menos oportunidades. Com 3 anos e meio de casa, Gabriel é figurinha marcada entrando no 2º tempo. Ao longo de toda sua trajetória no Flamengo, não me lembro de mais de 2 ou 3 jogos em que ele foi bem e fez por merecer as insistentes oportunidades que recebe. “Mas ele entra e coloca fogo no jogo”, diriam alguns defensores do ex-atacante do Bahia, se é que ainda existem. Ultimamente, Gabriel mal vem conseguindo colocar uma perna na frente da outra, quem dirá colocar fogo no jogo.

Se foram dadas tantas oportunidades para Gabriel e cia, porque não dar mais chances ao nosso atual camisa 10. Quem sabe jogar não desaprende. Ele tem de onde tirar. Ele pode mostrar mais. É necessário dar continuidade para saber se podemos confiar neste jogador. Na pior das hipóteses, Éderson entraria para o já cheio grupo dos incompetentes que jogam pelos lados do campo.

Que as oportunidades sejam dadas aos que realmente a merecem.

Bruno Petrocelli
bruno.petrocelli@colunadoflamengo.com

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