E se tivéssemos o Maracanã?

Ah se tivéssemos o Maracanã…

Com esse time dando liga ainda no início do campeonato, pontuando bem fora de casa, brigando nas primeiras posições, seríamos ainda mais fortes. Estes ingredientes, junto com o fator casa, são mais do que necessários para uma equipe pensar em brigar pelo título de um torneio de pontos corridos.

Mais do que bons zagueiros, meias criativos ou atacantes talentosos, falta o fator casa para o Flamengo esse ano. Mesmo possuindo a maior torcida do Brasil. Mesmo tendo torcedores espalhados por todo o país. Mesmo enchendo estádios onde quer que vá, faz falta termos um estádio no Rio de Janeiro para chamar de nosso.

Lembremos, por exemplo, da arrancada no Brasileirão de 2007. Saímos da zona de rebaixamento para o G4. A equipe composta por “talentos” como Jaílton, Toró, e Souza Caveirão era carregada à vitória quando ecoava dentro do Maraca o grito: “Tu és time de tradição. Raça, amor e paixão. Oh meu mengo”.

Ou então, recordemos do Estádio Mário Filho completamente lotado, quando obtivemos nosso último título do campeonato brasileiro, em 2009. Ao som de “É o Pet, É o Pet, É o Pet…” e “O Imperador voltou!” arrancamos de forma espetacular rumo ao hexa.

Casos como esses demonstram como pesa, e muito, o fator casa. Principalmente em um campeonato longo como o brasileiro.

Como mostrou o maior e mais bonito mosaico já visto na história do futebol: “A maior torcida do mundo faz a diferença”. Seja no Maraca, na Gávea ou na (ainda) inexistente “Arena do Urubu”, a vibração que a nossa torcida provoca no time é de outro planeta.

Se nós torcedores já ficamos arrepiados com a nossa capacidade de fazer o Maracanã tremer, imagine como devem se sentir os jogadores em campo. Como devem sentir a veia saltar e o coração pulsar mais forte, sentindo a obrigação de se doar além dos limites do corpo humano para conseguir um resultado positivo.

Duvido que Jorge demonstraria preguiça de correr nessa situação. Ou que um centroavante adversário frio e goleador não titubearia ao dar de frente a Alex Muralha. Ou que jogássemos segurando o resultado, desde os 10 minutos do primeiro tempo, só porque abrimos o placar no início do jogo.

Diante de todos esses fatos e místicas da torcida rubro-negra, pare e reflita: e se tivéssemos o Maracanã? E se tivéssemos nossa casa?

Bruno Petrocelli
bruno.petrocelli@colunadoflamengo.com

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