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“Recordar é viver” – Dida

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Hoje seria o aniversário de 81 anos de um dos maiores ídolos da história do clube.Edivaldo Alves de Santa Rosa ou simplesmente Dida.

Dida nasceu em 26 de março de 1934 em Maceió, em Alagoas e faleceu em 17 de dezembro de 2002 no Rio de Janeiro, aos 68 anos, vítima de insuficiência hepática e respiratória.

Dida foi o maior artilheiro do Flamengo até a Era Zico, marcando 264 gols em 358 jogos entre 1954 e 1963, e hoje é o segundo maior artilheiro da história do clube. Curiosamente, era o maior ídolo de Zico, que acabou herdando a mítica camisa 10.

Dida foi descoberto em Maceió, quando a delegação de vôlei do Flamengo, assistia a um jogo entre as seleções de futebol de Alagoas e da Paraíba. O jogador impressionou os dirigente do clube que na partida havia marcado 3 gols. Um tempo depois o alagoano já estava no Rio de Janeiro.

Dida jogou a primeira vez, graças a contusões de Evaristo de Macedo de Benitez em um jogo contra o Vasco. Depois disso o jogador voltou para a equipe de base e só retornando ao time profissional um ano depois em 1955, onde logo se tornou titular da equipe.Na final do campeonato daquele ano, o Flamengo venceu por 4 x 1, conquistando o bi-campeonato. O jovem alagoano marcou três gols na partida.

Deixou a titularidade com a chegada do treinador Flávio Costa e transferiu-se para a Portuguesa em 1964. Encerrou a carreira no Atlético Junior da Colômbia. Foram 170 gols nos anos 50 e 94 gols nos anos 60.

Antes de todo essa história maravilhosa com a camisa do Flamengo, o jogador já era uma estrela do CSA, sendo considerado o maior jogador da história do estado.

Historiador e jornalista, Lauthenay Perdigão diz aos mais jovens que o craque da década de 50 lembrava o meia Kaká.

“Ele tinha uma facilidade impressionante de passar pelos adversários. Lembrava o Kaká, que era mortal nas arrancadas, mas o Dida sabia envolver os marcadores até com mais facilidade. O maior problema dele era o porte físico. Franzino, era alvo fácil para zagueiros e laterais. Em 1956, por exemplo, ele não ganhou mais projeção na Seleção Brasileira por causa de uma dessas lesões”

Raciocínio confirmado por seu irmão, Edson Santa Rosa que ainda o compara a outros ex-jogador eleito melhor do mundo:

“Ele tinha a habilidade do Kaká no auge, quando foi o melhor do mundo, e, observando direitinho, dava dribles parecidos com os do jogador do Milan. Além disso, tinha o oportunismo de Romário. Era um jogador extraordinário”

Na Seleção Brasileira, Dida era também o camisa 10, titular absoluto até a Copa do Mundo de 1958, onde foi conquistado o primeiro título mundial da Seleção. Uma contusão (que hoje teria uma recuperação bem mais rápida) o deixou no banco de reservas e abriu vaga para um jovem chamado Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, que encantaria o mundo com seu futebol.

Dida o ídolo do ídolo. Dida um Imortal Rubro-negro.

Rodrigo Ferreira. Somos Loucos e Fanáticos.

Comentarios

comentário

  • Carlos Fernando F. Costa

    Foi esse ai (Dida) que me fez ser flamengo. E foi nesse jogo que o meu amor pelo mengão começou, aos seis anos de idade. SRN